20 maio 2019

Para desentalar


Eu sempre prezei pelo meu bem estar com as pessoas. Não sou orgulhosa, nem me incomodo em pedir desculpas, mesmo que eu acredite que não tenha motivo. Eu tenho consciência que preciso estar bem comigo e com o outro também. Pode até estar relacionada à necessidade de sempre querer agradar, mas tá muito mais relacionada à minha saúde mental e a paz comigo mesma. 

Mas esse vai e vem, essa necessidade de estar bem com quem eu quero bem, às vezes é dura e engasga. E eu me recuso a estar abalada. Eu já aprendi que nem todo mundo vai fazer por mim o que eu faço por elas, e isso é sempre uma escolha sem garantia. 

E então, pra estar bem com tudo, prezando pela minha saúde mental e que eu consiga viver sem aflição, pra desentalar, eu às vezes eu escrevo. Como agora. 

Eu queria muito que alguns momentos me dessem a possibilidade de arrancar a folha do meu diário, amassar bem amassado, jogar fora e esquecer. Mas não dá né? Não, não dá. 

E aqui eu tô de novo com minha intuição, e ela eu guardo só pra mim, pra eu mesma esfregar na minha própria cara quando as coisas concretizarem  e eu falar: eu me avisei. 

Mas tudo isso é só pra eu admitir pra mim mesma que tá tudo bem ter umas frustrações na vida, com pessoas, coisas e lugares. O primeiro passo é me acolher, admitir e esperar evaporar. 

E nunca esquecer que escrever acelera em mim este processo. Mesmo que seja só pra desentalar.
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