01 fevereiro 2019

Quando descobri o comodismo 10 anos depois



Eu queria que fosse um modo de falar, como quando a gente fala na demora de um ônibus ou no atraso de uma pessoa. Quando a gente exagera por impaciência ou brincadeira. Mas a verdade dolorosa é que eu demorei dez anos pra entender o comodismo que tanto me maltratou na minha adolescência. 

Tive uma coisa muito clara na minha cabeça na época da escola: minhas amigas eram melhores que eu. Mais inteligentes, mais divertidas e mais bonitas. Eu lembro de ter isso na minha cabeça, e, pra não sofrer com tudo isso, aceitei o que minha cabeça me propôs, me acomodei e vivi. 

Acontece que depois de adulta, isso tudo reverberou aqui dentro. Cheguei a conclusão que esse comodismo (errado! muito errado, Valéria!) é o que colabora, frequentemente, com as minhas inseguranças. 

Há um ano eu tenho recuperado e entendido que sou incrível, linda e inteligente. Não sou mais e nem menos que ninguém. Assim como nenhuma outra pessoa é (com exceção de Beyoncé, porque nem gente é).

Eu só queria ter entendido isso na época. E, entendido isso, não teria me colocado em umas situações tão incômodas pra mim só por medo de perder alguém, ou não ser querida, ou desagradável. 

Ao mesmo tempo, é importante entender isso agora. Aí eu posso falar, com toda certeza pra quem tá lendo: você é incrível, não importa o que sua cabeça diz, mas a sua beleza e inteligência são únicas, suas e, acredite, incríveis. 


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