04 janeiro 2019

Dos textos que escrevo quando tô na rua: Tô Cheia!

Às vezes a gente quer se meter a controlar sentimentos. Quem a gente pensa que é pra controlar algo? Eu não consigo controlar nem meu cabelo, quem dirá a dor que chega de vez em quando. 

Isso me faz pensar que, por mais que a gente se conheça, se sinta e se ame, nunca e nem ninguém vai controlar o suficiente esse coração que bate. Até quando eu não quis que batesse, ele batia. 

Não é drama, é viver. E aprendi que minha dor é real, que o vazio é difícil de preencher e por melhor que seja a nossa própria companhia, tem horas que um cafuné cai bem. 

Tem dias que tô tão dentro de mim, que esqueço de quem eu sou porque tô analisando quem já fui. Daí vem a ansiedade e essa roda infinita de me achar inferior ao cara que tá aqui na minha frente na hamburgueria, ou a moça que tá contando histórias da adolescência pro amigo aqui atrás. Pelo menos eu já consigo enfrentar a descoberta de lugares desconhecidos e pedir um Berlin Dog (que não sei como é mas era o único do cardápio que não tem salsicha escura, que eu não faço ideia do que seja). 

(pausa pro lanche)


Ainda sobre o incontrolável e depois do lanche: tô cheia.


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