01 novembro 2017

8 coisas que eu aprendi em 8 meses sem comprar

Começo com: pra não falar que não comprei nadica nesse período, comprei um macacão, um vestido que me arrependi, porque até hoje não usei, e um sapato. 

Quero dizer também que não foi proposital comprar menos, só aconteceu. E que bom. 

Um pouco antes de participar falando sobre consumo consciente no instagram do projeto da Natália Paixão, o @projetojennarink (que aliás merece um post só sobre ele), me dei conta que eu não comprava há vários meses.

Eu tava esperando completar um ano sem comprar pra fazer o post, mas minha ansiedade bateu e quis logo escrever (e aproveitar também que eu tô me dedicando ao blog ~nunca se sabe o que pode acontecer até lá~). 

A última vez que saí de casa pra comprar roupas foi em março, antes e durante a viagem que fiz pra SP e Rio (conto uma das experiências aqui ~e, modesta parte, é um dos meus posts favoritos da vida~). Comprei mais coisas em Búzios, mas ainda assim economizei e voltei pra Belém com dinheiro que eu tinha reservado pra gastar lá. 

Quando me dei conta desse tempo todo que eu tava sem comprar, resolvi fazer essa lista sobre a minha experiência e um pouco sobre o que aprendi comigo mesma

1- Comprar o essencial melhorou minha autoestima


imagem: http://prosadecora.tumblr.com/            

Parando pra pensar agora, eu consigo perceber exatamente quando isso tudo começou. 

Eu tive uma mudança brusca na minha vida e precisava, de alguma forma, me renovar. Foi quando separei muitas e muitas peças que não faziam mais sentido pra mim e doei. Um ano antes da viagem, fiz umas compras com a seguinte questão na cabeça: só vou comprar o que eu realmente experimentar, olhar no espelho e falar: tô gata pra dedéu - mais pensando na minha autoestima que no consumo em si. 

Super funcionou: além da empolgação de usar as roupas quando elas eram novas, o fato de eu ter comprado a roupa porque rolou toda uma análise minha dentro dela - demoro mais no provador hoje em dia - ajudou a eu me sentir mais bonita e, consequentemente, mais segura

2- Nem tudo o que eu tinha, eu queria ter




Eu tinha o costume de comprar algumas coisas só porque simplesmente me serviam, a calça vestia bem ~o que não é comum porque sou magra demais~ ou por causa do preço em conta (principalmente compras no brechó, era um perigo!), e acabava usando porque já tinha comprado, mas, na real, não tava me sentindo tão incrível assim não. 


3- As roupas contam histórias




Quando separei as peças pra doar, elas predominantemente não eram doadas porque não me serviam mais fisicamente, mas porque muitas delas me contavam histórias que, ou eu não queria mais lembrar, ou tinha a plena consciência de que tudo bem encerrar aquele ciclo com ela. 

Assim como eu viajo com as peças de brechó que uso, imaginando a história de quem as vestiu, por onde elas passaram, e etc, o que me veste também me narra

4- Eu preciso/quero/vou usar isso? 


A partir do momento que passei a comprar as peças que me faziam eu me sentir mais bonita e ter percebido as peças desnecessárias pra mim,  passei a me perguntar sempre: "eu preciso/quero/vou usar isso?".  E sem perceber, tava consumindo bem menos e, consequentemente, gastando menos e usando muito mais as minhas roupas.

5- As minhas peças todas atualmente cabem na minha gaveta 




Não faço ideia de quantas roupas eu tenho hoje em dia, mas, como falei, uso todas - algumas mais e outras menos - e são mais fáceis de guardar. 

6 - Apesar disso tudo, eu ainda vou comprar errado  


As peças que comprei nesse período, de março até hoje, tirando o vestido, foram peças pensadas

O macacão porque eu achei lindo ~claro~ e é ótimo pra usar em Belém ~leve, livre e solto~.


O sapato eu comprei em Fortaleza, de couro, por um preço bom, e eu tinha acabado de ler uma matéria falando sobre do consumo consciente de peças em couro (questão polêmica mas que vale a discussão mais pra frente). 


E o vestido - que não tenho foto - eu comprei errado. Ele serviu, e só. Ele é bonito e eu gostei, mas é mais formalzinho, nem tenho onde usar. Mas não me culpo também, assim como eu comprar menos foi algo natural, também é natural que eu compre errado algumas vezes

7- Eu consigo entender melhor o meu estilo 




Atualmente eu tenho uma noção maior do que realmente me agrada. Sei das estampas que possivelmente vou gostar, o estilo de blusa que eu prefiro no meu corpo, e as calças que mais gosto de usar. 

Pode parecer algo simples, mas pra mim não era. Ainda mais eu, que nunca fui de usar tendências por querer estar up, sabe? Sempre fui de usar coisas que eu me identificasse de alguma forma ~mesmo que da forma errada~. 


8- Como eu sou mais leve! 




Essa segurança toda de me conhecer melhor por meio das minhas roupas me ajuda super com a minha autoestima. Assim eu sei o que vestir nos dias que não tô muito bem com o espelho e quero me achar gata. 

Sei também, de uma forma mais fácil, quais peças combinam com outras, mesmo sem nunca ter usado elas juntas. Consigo saber também qual peça tô usando menos e, ou deveria usar mais, ou eu preciso descartar. 

Só leveza!

Não, não sigo as regras do armário cápsula. Não tenho um número de peças pra seguir. Pode até ser, e eu espero que não, que num dia que esteja com dinheiro, eu resolva fazer a louca no shopping, comércio ou brechó haha.  

Não acho provável, já que tô seguindo o que me faz bem atualmente

O consumo consciente tá sendo muito mais discutido, tem uma galerona, por exemplo, que tem um armário cápsula e pode inspirar a gente. Aproveito a deixa pra indicar o instagram da Amanda Campelo, @mckaoma, essa paraense gata que tem o Projeto 47 e outras vertentes que saíram dele. 

E se eu chegar em um ano sem comprar, volto aqui pra gente conversar de novo, que tal? 

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5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Acho incrível porque eu também tenho passado por este mesmo processo, sabe? Na verdade, comecei em 2012 e hoje posso dizer que já melhorei demais a questão do consumo e do agrado com as minhas peças. Como você disse, às vezes a gente ainda faz errado, mas não dá pra perder o jogo de cintura. A melhor parte é se descobrir e honrar as mudanças que aparecem com o tempo.

    Beeeijos
    Nattany Martins

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    1. Ah que demais!
      Pois é, de vez em quando a gente tropeça, mas faz parte!
      E a gente se descobre mesmo :)

      Beijo!

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  3. Nossa que post ótimo!! Eu fiz um post parecido porque estou numa vibe parecida também. Assim como você, por aqui, também não foi intencional não comprar e reduzir o consumo de besteiras, mas estou amando essa nova vibe! Espero que você complete seu um ano sem compras!!! Bjks

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    1. Olha que legal! Também tô amando essa vibe <3
      Obrigada pela torcida ahaha

      Beijo!

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