30 outubro 2017

A gente precisa se pôr no lugar do outro

Gentileza gera gentileza

               imagem: http://songsthatinspireme.tumblr.com/              

estar no lugar do outro descomplica

Minha mãe nunca gostou de chamar ninguém por apelidos. Não importa se a pessoa sabe ou não que é chamada assim. Uma vez, e eu lembro como se fosse hoje, falando de algum colega da escola, me referi a ele pelo apelido. Minha mãe me chamou a atenção e disse "não importa se a pessoa sabe ou não que a chamam assim, você nunca vai saber se ela realmente gosta". Imediatamente me pus no lugar do outro e lembrei dos vários apelidos que eu fingia gostar porque sabia que se fechasse a cara seria pior. 

A partir daí, na maioria das situações ~porque também estou em desenvolvimento~, me ponho do lugar do outro. A gente nunca sabe o que tem por trás.

Sei que a gente tem pressão demais no dia a dia e que nem todos os dias estamos dispostos a ser bem receptivos (e olha que nem tô falando de polêmicas das redes sociais). Mas vivemos em sociedade e ninguém tem culpa das nossas dores, sejam elas quais forem.

Quando a gente pára pra pensar, não é tão difícil assim, sabe? É entender que o mundo é bem maior que o nosso próprio, e que cada pessoa, assim como eu, você e aquele outro, tem o próprio mundo também, com semelhanças e divergências dos nossos.

É um exercício diário e a paciência é uma grande aliada. Mas pra mim, com isso, o mundo fica menos egoísta e mais solidário. É viver (com)paixão pela história do outro, mesmo sem conhecer. E, sem dúvida, isso é preciso.


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2 comentários:

  1. Realmente, isso é um exercício diário mesmo! Quando a vida do outro é completamente diferente da nossa é mais difícil ainda, mas com boa vontade e persistência vamos aprendendo!!

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