25 abril 2017

Representatividade importa!

Representatividade importa! 

A ideia e a frase que começa o post de hoje surgiu a partir de uma publicação no grupo do Modices no facebook, um grupo cheio de mulher maravilhosa que sempre me inspira. 

O assunto começou com a nova campanha da Skol, a Skolors. Bem, quem ainda não viu, na campanha a Skol propõe latas com vários tons de pele que buscam representar a diversidade e ressalta: redondo é sair do seu quadrado. Nos comentários do grupo, há quem goste da campanha e há quem acha que é só uma questão de marketing, portanto, acaba sendo algo 'da boca pra fora', sabe?






Pois bem, eu não sou publicitária (só pra deixar claro mesmo haha), sou jornalista. Mas como estudei editoriais de moda e identidades, pra mim a campanha da Skol é válida por alguns motivos.

Vou começar a justificar teoricamente pra gente tentar entender juntos: Stuart Hall, no livro A identidade cultural da pós modernidade, categoriza os sujeitos pós modernos da seguinte forma: “à medida em que os sistemas de significação e representação cultural se multiplicam, somos confrontados por uma multiplicidade desconcertante e cambiante de identidades possíveis, com cada uma das quais poderíamos nos identificar” (p. 13). 

Já pensaram no quão 'identificável' é pros gordos, pretos, albinos e velhos se verem em campanhas publicitárias? 

Na minha cabeça funciona assim: quanto mais a gente vê o diferente sendo exposto, independente de onde seja, editorial de moda ou campanha de cerveja, daqui a pouco a gente entende que o diferente não é tão diferente assim.

No facebook, o vídeo da campanha, postado no dia 4 de abril, tem mais de 20 mil compartilhamentos, quase 60 mil curtidas e mais de 5 milhões de visualizações. Já pararam pra pensar na quantidade de gente atingida por ele? No quanto de gente que já se identificou com as pessoas do vídeo?

E mais: a campanha foi feita em parceria com o coletivo Mooc, coletivo Movimento Observador Criativo, composto por oito jovens negros.

Em um post sobre a campanha, no site Clube de Criação, uma dos integrantes do coletivo e que participou da campanha, Catarina Martins, comenta: 

"A nossa pele é uma só. Não importa o seu gênero, sua cor, sua classe social, somos todos feitos da mesma coisa. Somos essa diversidade de contrastes e texturas. Somos um só e vários ao mesmo tempo. Somos únicos e somos essa mistura de tudo. É essa a proposta do projeto. É explorar a beleza dessa diversidade em todos os sentidos. É brindar nossas diferenças. Não importa sua pele, não importa a cor da lata, a essência é única e é de todos". 

- Mas Valéria, por que você tá falando isso aqui? - você deve estar se perguntando. 

Pois bem amiguinhos, eu falo isso aqui porque isso deve ser falado EM TODOS OS LUGARES DESSE MUNDINHO!

Não estou aplaudindo a Skol (até porque nem bebo), o que quero passar pra vocês é: REPRESENTATIVIDADE IMPORTA!  

Vocês já pensaram quando chegar o momento em que negros, gordos, velhos, albinos e mais uma galera, participar de campanhas publicitárias sem ser falando sobre diversidade ou inclusão? Quando esse momento chegar - porque eu creio muito nele - significa que nos aceitamos. 

Mas até lá, a gente precisa sim mostrar a diversidade. E não só na TV, na revista, ou nos outdoors. E sim, até principalmente, por trás dele. Na produção, elaboração e execução de tudo isso. Né? 

E você? O que achou da campanha? Tem alguma outra campanha seguindo a mesma linha pra gente dar uma olhada?

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