04 janeiro 2017

Ano novo, vida nova. Será?


Aí vira o ano e o clichê de promessas volta. Legal. Legal mesmo é cumprir. Mas tudo bem se não conseguir. O problema mesmo é não tentar. 

Vi na TV que o final de ano deixa as pessoas naturalmente mais ansiosas. Agora imaginem o já ansiosos. É de pirar o cabeção. 

Viro jornalista oficialmente em março. Se eu tô ansiosa? Imagina. Esse ano faço 5 anos de blog. CINCO! E como eu mudei de cinco anos pra cá. 

Na verdade, mudei mesmo, valendo, drasticamente, de um ano pra hoje. E, se antes eu já tava perdida, não quero nem comentar sobre o agora. 

Mas uma coisa eu afirmo: eu me sou. E me mudo sempre que quero, posso ou preciso. Eu me conheço mais, me testo mais, me arrisco mais. Até franjinha eu fiz. 

Eu me busco diariamente. Claro que minha ansiedade dilacera o peito quando me encontro perdida, e a vontade é de sair correndo e gritar ao mesmo tempo que só consigo ficar parada na frente do computador escrevendo coisas sem sentido. 

A parte boa é que agora eu sei quando tenho uma crise de ansiedade, sei o que tá acontecendo e que a voz na minha cabeça que diz: "tu não consegues", é apenas pra me fazer tentar, mesmo que fisicamente eu nem consiga me levantar da cama. 

Mas eita que comecei o texto falando sobre uma coisa e tô desenvolvendo outra. Mas o que quero dizer mesmo, é que não é só o ano que faz com que a gente se renove, somos nós mesmo. 

Para pra pensar onde tu estavas há uma semana atrás e onde tu estás hoje. O quanto de coisa que já aprendeu, já viu, leu, encontrou. Viu? 

Então o ano novo e vida nova não será. É!  


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