08 dezembro 2016

Calma, tá tudo bem!

Eu escrevo isso pra mim mesma, mas acredito que também serve pra você. É que às vezes, eu preciso lembrar que as inseguranças, independente da fase da vida, são normais. Eu preciso lembrar que tive dias que achava que não sobreviveria, mas aconteceu. Preciso lembrar que, ninguém além de mim, pode falar o que devo usar, fazer ou ser (dentro dos limites da vida). 

Nenhuma cobrança é pior do que a nossa própria. E a gente não precisa se autodestruir. Teve um dia em que acordei e vi as possibilidades de coisas possíveis de fazer com a vida. E, o melhor, foi perceber que eu podia seguir só. E, melhor ainda, ter a escolha de seguir só ou não. 

E "só" não significa solidão. 

Ser só pra mim se tornou muito mais fácil depois que só me importei comigo mesma. Traduzindo: aquela crítica inconsciente que temos, de vez em quando, com os outros, diminuiu. O foco passou a ser eu. 

E daí percebi o quanto de coisa já alcancei. O quanto aprendi com os meus erros. O quanto de coisa deixei passar, mas também o quanto de coisa agarrei. E eu preciso me lembrar disso.

Mas isso tudo não quer dizer que preciso estar sempre bem, sempre satisfeita. Acho que pelo contrário. Porque, no fim, a gente tem que continuar correndo atrás das coisas (mesmo que essa coisa ainda não esteja definida) e isso também é difícil.

Acredito que o que a gente precisa mesmo é de um pouquinho de segurança pra seguir em frente. E essa segurança a gente ainda tem tempo pra fortalecer.

E, pra isso, preciso me lembrar: calma, tá tudo bem!

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