10 agosto 2016

O que andei pensando sobre as redes sociais

 Ano passado passei por uma barra. No meio do TCC, tive uma crise de ansiedade desesperadora que me levou à psicoterapia (uma das coisas mais incríveis da vida, todo mundo devia fazer). Na minha cabeça, tudo o que eu fazia era ruim e a vida das outras pessoas era muito melhor que a minha (fora outras coisas que a minha cabecinha ansiosa criava). Resumindo: foi difícil. 

 E tudo ao meu redor só atiçava isso: as fotos felizes no instagram, os recebidos da semana nos canais dp youtube, os convites pra eventos que via no snapchat. E eu, presa num quarto, lendo mil artigos, livros e textos, escrevendo as mais de 70 páginas do meu TCC. O tempo passou, os choros na psicoterapia rolaram, e melhorei (não foi tão fácil quanto parece, mas essa não é a questão).






 Em  junho eu me afastei do snapchat e só postava no instagram o que eu queria, sem me preocupar com projetos fotográficos, ou se meu feed tava combinando ou tava muito poluído. Trabalhei em coisas que amo, li livros, estudei coisas. Tudo pra mim, só pra mim. Sem postar muito nas redes sociais, ou ligar pro que as pessoas postavam. 

 Recentemente, voltei a me preocupar com essas coisas que blogueiras precisam se preocupar, afinal, faz parte do nosso trabalho. Voltei pro snapchat (por sinal, segue lá limavaleria rs) e voltei a assistir a vida das pessoas. E cheguei a conclusão de que: a vida delas está exatamente igual. 

 Outro dia, me peguei no começo de uma crise de ansiedade e, antes que o bicho pegasse, percebi logo: as redes sociais me afastaram de mim. 

 Li umas coisas relacionadas à internet, ao comportamento dos internautas, coisas de estatísticas, enfim, materiais que quem trabalha com internet deve ler. Foi aí que resolvi tirar essa ideia de vida perfeita das pessoas. 

 Não tô falando de Pugliesi, ou Júlia Faria, talvez de Thaynara OG que é mais gente como a gente. Mas a questão é: ninguém é feliz 24 horas por dia, 7 dias da semana. Ninguém.

 Com a atualização do instagram, o que mais vi foi gente falando que a vida exposta no instagram é falsa e que é no snap que as pessoas mostram a vida como ela é.


















 Só que o mais legal disso, foi ter percebido que não tem nada de errado em fingir que a vida é incrível, desde que você, leitor/espectador, saiba que a vida dos outros também tem altos e baixos. Pensem comigo: imaginem agora, se no meio da minha crise de ansiedade, as pessoas postassem fotos, vídeos ou snaps mostrando que não estão felizes, que a vida não tá fácil e como é difícil viver. Eu, com certeza, passaria rapidamente da minha "simples" crise de ansiedade pra depressão (a não ser que eu fosse a maior invejosa das galáxias e quisesse que todo mundo se lascasse mesmo - mas eu não sou).

 O fato é que quando eu percebi isso, só senti estímulo pra fazer mais fotos legais, fazer snaps sem pensar muito no que fazer (sabe? fazer mesmo pra ir gerando interação, sem analisar a vida como ela tá rs) e pensar em mais ideias legais pro blog. Energia boa gera energia boa (mesmo que virtualmente).

 Não tem nada de errado em ver as fotos das pessoas felizes, de casais felizes como se tivessem fazendo propaganda de margarina, ou de ver o músculos dos malhados crescendo a cada dia que passa. A gente só tem que entender que a vida não é assim. E, na verdade, isso não é difícil, afinal, nós também estamos vivos nessa mesma vida que esses que vivem assim, né não?

 Sou a favor desse compartilhamento de felicidade. Afinal, eu sempre passo os snaps das pessoas que criam problema com tudo, desde o picolé que cai no chão, até os 2kg que surgiram na balança. Eu quero é mais gente compartilhando amor, alegria e saúde, porque, como diria Pugli: a vida é mara. 

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