12 agosto 2016

Fotografia: Entre Ruas, por Cleyton Telles

 Entre os diversos conceitos de sensibilidade, na internet encontrei: "disposição para sentir ou para se emocionar diante de algo ou alguém". E é exatamente o que as fotografias de Cleyton Telles, principalmente com o projeto Entre Ruas, fazem. E é uma via de mão dupla (na verdade, tripla). 

 No projeto, Cleyton fotografa dançarinos. A priori, a emoção parte dos dois: bailarino e fotógrafo. Em seguida, de quem espia o resultado. Nesse trabalho, não existe a possibilidade de não haver essa tríade. 
























 Trabalhando como fotógrafo há aproximadamente cinco anos, a ideia do Entre Ruas surgiu depois do Movimento Chega, em 2013, composto por artistas de Belém, que realizava protestos a favor da democratização dos recursos públicos pra cultura e que também criticou a gestão atual da Secretaria de Cultura do Pará. E em um dos atos promovidos pelo Movimento, o Cleyton percebeu a diversidade artística da cidade e, com a intenção de atrair a atenção das pessoas pra cena cultural de Belém, o Entre Ruas surgiu. 

 Ele viu a dança como um mecanismo potencialmente forte para iniciar o projeto, e foi aí que, pra participar das fotos, o fotógrafo começou a convidar os amigos dançarinos, alguns dançarinos que lhe chamaram a atenção durante apresentação de espetáculos, e outros dançarinos que foram indicados por amigos. 





 Pra ele, o projeto se transformou em algo como um dever social. "Fui percebendo que as pessoas olhavam para ele como mais um movimento de arte em Belém. Em companhia desses bailarinos, fui vivenciando boas experiências pela nossa capital. Isso me deu gás para continuar fotografando, e o retorno positivo que esse trabalho me traz causa uma satisfação muito grande em mim. Penso que os bailarinos se sintam representados de certa forma. Estamos unindo nossas artes e 'fotodançando' por Belém".












 Em meio aos riscos que corre quando vai fotografar pelas ruas da cidade, o fotógrafo e os bailarinos exploram os cenários que só Belém tem. Os próprios bailarinos são sua inspiração. Estar envolvido com arte em Belém já é um movimento de resistência, né? E são essas pessoas, essa resistência, que fazem com que o Cleyton tenha mais vontade de fotografar e nos dá, como resultado, essas fotos lindas e sensíveis.



 A ideia é fazer uma exposição, levar esse trabalho pro maior número de pessoas possíveis. Ele já tá discutindo como fazer isso e, claro, ao mesmo tempo, levar muita dança pro evento. Imaginem que lindo?!


 Eu já admito que sou fã do trabalho do Cleyton. Sempre tô de olho nas fotos, nos bailarinos (alguns meus amigos, inclusive) e cada vez mais apaixonada por tudo. 

 Pra ver mais, é só ficar de olho no instagram do projeto @entre_ruasno flickr do Cleyton Telles  e na página do facebook
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