30 julho 2015

5 cinco coisas que aprendi com a adoção

Calma, antes de tudo: adotei um cão, e não uma criança, ok? Quem me acompanha no instagram (segue lá @valeriaslima_) ou no snap (porque agora tenho um snapchat, me adicionem: limavaleria), já sabe que adotei um au-au há pouco mais de um mês. E, claro, já aprendi muita coisa com ele, ele comigo, e a vida de ambos mudou. 

Resolvi fazer uma listinha das coisas que mais se destacaram nesse tempo não só pra incentivar a adoção, mas pra ressaltar um pouco da diferença de como é ter um animal adotado. 



1- Os cães não são todos iguais. 
Quando adotei o Fuxico (esse é o nome dele hihi), adotei achando que receberia de cara muito amor, confiança e lealdade, assim como recebi dos meus cachorrinhos anteriores. A diferença é que eles eram filhotes e o Xiquinho (apelido carinhoso que temos) já tem mais de um ano e, como era de rua, passou por poucas e boas. E tudo isso veio com ele: o medo, a defesa, a insegurança. Então ele não podia dar amor pra alguém que ele não fazia a menor ideia do que faria com ele, né?

2- Paciência, uma hora a confiança vem. 
No início, fiquei bem preocupada e com medo de não dar conta. Ele era muito medroso, desconfiado, parecia que nunca confiaria em mim. Até hoje ele é desconfiado com algumas coisas, quando o pego no colo de surpresa, ele fica bem apreensivo. Mas, quando tinha muita gente em casa, ou quando ele foi atacado por formigas (rs), foi pro meu colo que ele correu. 

 
3- Eles são muito mais carentes que os outros cães.  
Ele troca comida por carinho. Troca uma corrida num quintal por carinho. Troca a almofada preferida por carinho. A única coisa que ele não troca por carinho, é carinho. 

4- É bem mais difícil inserir ração na alimentação. 
O Fuxico foi resgatado da rua, então, se ele comia algo, essa comida era a nossa comida (ou os restos dela). Então, como dizer que umas bolinhas secas e marrons são o alimento dele? Tentei de todos os jeitos: misturei com aquele patêzinho de lata, misturei com comida, coloquei azeite, etc, e nada. Ele lambia o patê, catava a ração e jogava fora, comia só a comida, e o azeite não fez diferença nenhuma na ração. A minha sorte é que eu já tinha lido algo sobre a alimentação natural (vai lá no cachorro verde, é demais!) e passei a estudar sobre o assunto e adaptei a alimentação natural cozida pro peso dele (ele não curtiu muito a crua). 

5- Quando o amor vem, ele vem em dobro!
O dia que percebi que o Fuxico já sentia que essa era a casa dele, foi quando ele brincou pela primeira vez. Tinha uma rede na sala e ele começou a brincar com ela, mordendo, empurrando. Vi que ali ele já sabia que não seria mais maltratado. A primeira vez que ele viu o Sol (severino do Tipo Assim/namorado/papai do Fuxico), foi como se já se conhecessem há anos. E a primeira vez que ele tentou me dar uma beijoca, eu senti a gratidão. Ele sabe do que foi salvo e como hoje ele está seguro e, o melhor, tem muito amor. E ele dá todo esse amor em troca. 

Adotei um cão adulto porque em nenhum momento pensei que filhotes seriam mais fofos. Adotei porque queria cuidar de um serzinho que precisava de amor, paciência e muito carinho. Adotei porque há muito tempo queria adotar. Adotei sem saber que eu também seria adotada, e é impressionante este sentimento. 

Alguém aí também já adotou um au-au ou um miau? Ou tem vontade de adotar?


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