24 julho 2014

5 principais diferenças entre o livro e o filme da Mary Poppins

Você já fez a comparação de livro x filme né? E teve aquele sentimento de não ter todas as emoções, não ver todas as cenas e não encontrar os personagens mais esperados do livro no filme? E não é que o filme seja ruim, mas não é o livro. Isso aconteceu comigo quando eu li o livro da Mary Poppins, meu filme preferido. 

Quer saber mais? Vem cá! (ATENÇÃO: se você ainda não viu e nem leu o livro, este post contém spoiler!)


Não é nenhuma novidade eu estar falando de Mary Poppins por aqui (eis duas provas: essa e essa). Mas estar comparando um livro e o filme dele é a primeira vez que acontece.

Peguei algumas características que diferem o livro do filme e ainda esclarecem o porquê da Pamela Travers, criadora da nossa personagem, não ter curtido muito o filme feito pela Disney.

Desde o primeiro capítulo até o último (o livro tem 12 capítulos), encontrei grandes diferenças entre o texto de 1934 e o musical de 1964. Fiz uma lista e destaquei cinco destas diferenças pra mostrar a vocês:

#1: A Família
A família Banks no livro não tem apenas dois filhos como no filme, além de Jane e Michael, a Sra. e o Sr. Banks são também pais dos gêmeos Barbara e John, que ainda não completaram nem um ano de idade. 

#2: Aventuras
O livro contém muitas aventuras que, no filme, não são nem mencionadas. Desde passeios no zoológico, encontro com estrelas e até troca de presentes no natal a gente presencia pelo livro.

#3: Bert
Bert, o pintor/limpador de chaminé/músico/faz tudo aparece em apenas um capítulo do livro e, diferente do filme, as crianças não estão presentes quando Mary Poppins se aventura em um dos quadros pintados por ele. 

#4: A palavra mais marcante do filme
Pasmem: a palavra supercalifragilistiexpialidoce, que é várias vezes mencionada, cantada e que você passou horas tentando falar durante o filme, NÃO EXISTE NO LIVRO!!!

#5: Mary Poppins
Mary Poppins não é tão simpática quanto no filme. Pelo contrário, na obra original de P. L. Travers, a babá se preocupa demais com a aparência, é orgulhosa e se acha a sabidona.
 
Você agora deve estar pensando que, a partir de agora, o filme será descartado da minha vida (talvez da sua também). Porém, é impossível odiar o musical que eu cresci assistindo, a personagem que Julie Andrews me fez amar e as músicas que, de vez em quando, me pego cantando (talvez você também!).

O livro, claro, possibilita a gente imaginar como seria o filme se fosse fiel a obra, mas não nos possibilita descartar a magia, o encantamento e as imagens lúdicas que existem no musical.

E falando no livro...
A edição que eu li foi a da editora Cosacnaify. É a edição mais linda, fofa e amada que eu já vi do livro. 

 
Ganhei de aniversário do namorado e a leitura é maravilhosa, em um só dia você consegue devorar o livro inteiro. 

Além dele ser fofo desse jeito, as ilustrações são feitas por ninguém mais, ninguém menos que o Ronaldo Fraga!

 

Além do estilista ter feito as ilustrações, ele teve a ideia de enviar para uma bordadeira que ele já havia trabalhado e que tem uma técnica específica de bordado. As linhas do bordado, que normalmente ficam na parte de trás, estão do mesmo lado do desenho, por isso esta impressão de rabiscos na imagens. Super diferente e que super combinou com o mundo lúdico de Mary Poppins. 

Pois bem, se você ainda não assistiu ou não leu Mary Poppins, super indico ambos. Vale a pena se entregar nestes dois mundos mágicos. 

Alguém aí já leu? Viu o filme? Alguém também consegue fazer comparações entre os dois? Conte-me!
 
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