04 março 2013

Extensão de mim.

Sou eu. Só que maior. E mais intensa. Tenho muito mais amor, liberdade (sem dúvida), possibilidades, compaixão, paixão, vida e perdas.


"O clown (ou palhaço) é lírico, inocente, ingênuo, angelical e frágil. O clown não interpreta, ele simplesmente é. Ele não é uma personagem, ele é o próprio ator expondo seu ridículo, mostrando sua ingenuidade. Na busca desse estado, o ator, portanto, não busca construir um personagem, mas sim encontrar essas energias próprias, buscando transformá-las em seu corpo. Para tanto, cada ator desenvolve esse estado pessoal, de clown, com características particulares e individuais."

A intenção do post de hoje é explicar um pouco essa linguagem que algumas pessoas desconhecem. Não sei o que vocês vão achar, não sei se vão gostar e nem sei se eu vou conseguir fazer com que vocês entendam, espero que me digam isso.

Uma vez uma amiga leu uma nota de jornal onde indicava um curso de clown e ela falou: "vocês sabiam que tem curso pra ser palhaço?" Não me ofendi, ela realmente desconhecia (e ainda deve desconhecer) que devemos aprender como sermos nós mesmos. Não tô falando aqui de palhaços que animam festas de aniversários, falo de algo além.

Na Escola de Teatro temos uma disciplina chamada Clown. Não aprendemos só as técnicas de quando e como olhar pro público. O principal da disciplina é saber perder. Perder o agir do dia-a-dia, o medo, o querer ganhar. Não existe obrigação de fazer e nem vestir o que é bonito e, ao contrário do que as pessoas pensam, o clown não é obrigado a fazer os outros rirem, eles riem por consequência. 

Em janeiro fiz uma oficina chamada Príncipios da Arte do Palhaço com o João Porto, ator de Brasília e componente do Patuanú - Núcleo de Pesquisa em Dança de Ator. Passamos uma semana convivendo com conhecidos e desconhecidos, ouvindo segredos e vendo-nos rir e chorar. A conclusão da oficina foi uma saída à Praça de República (essas fotos do post). E com essa saída eu aprendi a ser eu, a ser perdedora. 





 fotos: Camila Goes
Nós sabemos que as pessoas são diferentes uma das outras, alguns aceitam as diferenças, outros dificultam a aceitação. O Clown com certeza não tem medo de ser, de falar (se falar), de ouvir, agir, olhar e aceitar. O Clown somos nós mesmos e com muito prazer.

Espero que vocês, ao verem um espetáculo de clown, tenham outra visão, saibam que ali tem muito mais que uma história sendo contada, ali são pessoas que se doam pros outros e pra si mesmo.

O que acharam? Gostaram de conhecer o que realmente se passa por essa pequena máscara? Contem-me!
Beijos, Valéria.
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4 comentários:

  1. Que post interessante! Tenho um amigo que já trabalhou no circo e ele me conta como há um mundo totalmente diferente dentro dele. Genial!

    seu blog foi tagueado por mim na tag de '11 coisas sobre mim' lá no blog :)

    Espero que goste.
    www.estounanoia.blogspot.com

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    1. São energias totalmente diferentes da nossa do dia-a-dia, sou apaixonada! rs

      Eu vi! Vou fazer a qualquer momento! rs

      Beijo

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