01 junho 2017

Desfile: Unama Fashion Day

Sabe quando você consegue unir duas coisas super legais e transformar em uma coisa só mais legal ainda? Pois é, foi isso que os alunos de Moda da Unama fizerem nesse final de semana. O Unama Fashion Day trouxe o bate papo do Café com Moda, uniu com os desfiles do Mostra Moda, e resultou em um sábado super produtivo e inspirador.  

No primeiro momento, o bate papo, que rolou com a mediação da Verena Vieira, trouxe a Layse Sinatra, do Pavê e Patê, o Diogo Carneiro, produtor de moda, e a Laura Navarrete, jornalista de moda e mestranda em Artes pela UFPA, para discutir sobre A Imagem da Moda. 

Desde influenciadores digitais a dificuldades que encontramos para trabalhar com moda na cidade, os assuntos que rolaram trouxeram questões importantes pra quem quer trabalhar na área. Sustentabilidade, criatividade, inovação e outras coisitas que precisam ser pensadas foram expostas pela galera da mesa, e que, com certeza, trouxeram impulsos para os futuros profissionais.    

O dia terminou com os desfiles dos alunos que concluíram o curso. As coleções desfiladas levaram excelentes no TCC, e, eu, como público, confesso que é sempre um prazer assistir a desfiles de novos criadores. 

Os Desfiles

Coleção Diabolus

A Diabolus desfilou no Dragão Fashion Brasil 2016 




Fernanda Pena

Vanuza Barbosa




Fernanda Yasmin


Rosária Vasconcelos




Claudia Austin


Camila Miranda

João Gabriel



Francy Rodrigues


Janice Pontes




Elyenne Colodetti



Flavia Sampaio

Zuila Marina


Jessica Nunes 


Lorena Chady 

Edilza Melo 





Eu adoro assistir desfiles, quando é feito por novos criadores então, acho incrível! E vocês? O que acham? 
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09 maio 2017

E depois de 5 anos de blog...

Tudo começou na faculdade. Maio foi o mês em que, depois de muita insistência, o Tipo Assim teve o primeiro post. Cinco anos se passaram. A caloura em jornalismo e no curso técnico em ator hoje já é jornalista e atriz. O blog voltado pro público teen logo mudou o foco. Eu descobri o brechó. 

E é muita insistência o Tipo Assim ainda existir. Esse mês quase foi-se. Esse post, inclusive, era pra ser despedida. Mas não. O blog não é só meu. Deixou de ser há muito tempo. 

Eu peço desculpas aos leitores, mesmo sabendo que merecem mais. Mas entendam: nada é fácil. 

Eu preciso me reinventar mais uma vez. Eu sempre me perco no meio do caminho. Mas como falei, o blog não é só meu e eu não posso ser egoísta a ponto de abandoná-lo assim, mesmo que esteja desatualizado, e, até eu me entender de novo, provavelmente continuará assim. Ou não. Não sei. Eu nunca sei, essa é a verdade. 

Mas dia 6 de maio fez cinco anos do primeiro post. E eu não posso deixar passar. Feliz aniversário, Tipo Assim. Feliz aniversário pra quem acredita no blog, muitas vezes, mais do que eu. A gente comemora junto.

Eu estive off de tudo. Estive imersa no teatro, como sempre quis e quero. Mas uma coisa não anula a outra. Só que esse tempo "viver a vida sem mostrar" - entende? - me fez eu me perder e me afastar mais e mais disso aqui. E que bom, às vezes é preciso entender que a vida é mais. Muito mais. 

Eu já comentei o quanto as redes sociais e ver a vida perfeita das pessoas me deixa ansiosa. E eu estar só vivendo minha vida e não querendo saber da dos outros me fez bem. E isso já é um recomeço. 

E agora, depois de cinco anos, eu preciso entender onde tá o equilíbrio de tudo. Eu sempre soube que o Tipo Assim era diferente dos demais blogs de moda da época em que comecei, e o quanto ele ainda é diferente hoje. Eu só preciso entender onde eu realmente quero chegar, porque eu preciso chegar a algum lugar. 

E hoje, nesse post, eu agradeço imensamente todo o amor que tenho pelo blog, pelos leitores, pelos posts (desde os mais vergonhosos do início haha). Vou tentar fazer uma retrospectiva (até pra ver se reanimo ainda mais) na fanpage. Afinal, foram cinco anos. 

Enquanto não me redescubro, não me reinvento, não me entendo, fico no instagram @valeriaslima_ postando céus, o dia a dia, os looks, e um pouco do que eu achar que devo e quero. 

Até logo.
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25 abril 2017

Representatividade importa!

Representatividade importa! 

A ideia e a frase que começa o post de hoje surgiu a partir de uma publicação no grupo do Modices no facebook, um grupo cheio de mulher maravilhosa que sempre me inspira. 

O assunto começou com a nova campanha da Skol, a Skolors. Bem, quem ainda não viu, na campanha a Skol propõe latas com vários tons de pele que buscam representar a diversidade e ressalta: redondo é sair do seu quadrado. Nos comentários do grupo, há quem goste da campanha e há quem acha que é só uma questão de marketing, portanto, acaba sendo algo 'da boca pra fora', sabe?






Pois bem, eu não sou publicitária (só pra deixar claro mesmo haha), sou jornalista. Mas como estudei editoriais de moda e identidades, pra mim a campanha da Skol é válida por alguns motivos.

Vou começar a justificar teoricamente pra gente tentar entender juntos: Stuart Hall, no livro A identidade cultural da pós modernidade, categoriza os sujeitos pós modernos da seguinte forma: “à medida em que os sistemas de significação e representação cultural se multiplicam, somos confrontados por uma multiplicidade desconcertante e cambiante de identidades possíveis, com cada uma das quais poderíamos nos identificar” (p. 13). 

Já pensaram no quão 'identificável' é pros gordos, pretos, albinos e velhos se verem em campanhas publicitárias? 

Na minha cabeça funciona assim: quanto mais a gente vê o diferente sendo exposto, independente de onde seja, editorial de moda ou campanha de cerveja, daqui a pouco a gente entende que o diferente não é tão diferente assim.

No facebook, o vídeo da campanha, postado no dia 4 de abril, tem mais de 20 mil compartilhamentos, quase 60 mil curtidas e mais de 5 milhões de visualizações. Já pararam pra pensar na quantidade de gente atingida por ele? No quanto de gente que já se identificou com as pessoas do vídeo?

E mais: a campanha foi feita em parceria com o coletivo Mooc, coletivo Movimento Observador Criativo, composto por oito jovens negros.

Em um post sobre a campanha, no site Clube de Criação, uma dos integrantes do coletivo e que participou da campanha, Catarina Martins, comenta: 

"A nossa pele é uma só. Não importa o seu gênero, sua cor, sua classe social, somos todos feitos da mesma coisa. Somos essa diversidade de contrastes e texturas. Somos um só e vários ao mesmo tempo. Somos únicos e somos essa mistura de tudo. É essa a proposta do projeto. É explorar a beleza dessa diversidade em todos os sentidos. É brindar nossas diferenças. Não importa sua pele, não importa a cor da lata, a essência é única e é de todos". 

- Mas Valéria, por que você tá falando isso aqui? - você deve estar se perguntando. 

Pois bem amiguinhos, eu falo isso aqui porque isso deve ser falado EM TODOS OS LUGARES DESSE MUNDINHO!

Não estou aplaudindo a Skol (até porque nem bebo), o que quero passar pra vocês é: REPRESENTATIVIDADE IMPORTA!  

Vocês já pensaram quando chegar o momento em que negros, gordos, velhos, albinos e mais uma galera, participar de campanhas publicitárias sem ser falando sobre diversidade ou inclusão? Quando esse momento chegar - porque eu creio muito nele - significa que nos aceitamos. 

Mas até lá, a gente precisa sim mostrar a diversidade. E não só na TV, na revista, ou nos outdoors. E sim, até principalmente, por trás dele. Na produção, elaboração e execução de tudo isso. Né? 

E você? O que achou da campanha? Tem alguma outra campanha seguindo a mesma linha pra gente dar uma olhada?

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28 março 2017

O dia que fui sozinha à praia

Quem me acompanha no instagram (@valeriaslima_), viu que passei uns dias em Búzios, agora em março. Fui com uns amigos e meu namorado chegou um pouco depois. Em um dos dias, eu acordei bem cedo e o pessoal ainda ficou dormindo. 

Esperei um pouco eles levantarem, mas nada. Aí decidi pegar minha bolsa (que era gigante, por sinal), e andar por meia hora, sozinha, até chegar em alguma praia. Fui seguindo o google e torcendo pra chegar no lugar certo. 

Já falei aqui sobre os dias que gosto de ficar só, fazer coisas sozinhas e que fujam da rotina. Búzios é um lugar seguro (diferente de Belém), portanto fui com o celular na mão, sem medo de ser roubada. 

Ladeiras foram, ladeiras vieram, cheguei na Praia Brava. Tinha pouca gente lá, estendi minha canga e parei pra pensar: há um ano atrás eu não faria isso. 

Por diversos motivos, sair só me apavorava. Imagina, um lugar que nunca tinha ido, andar por meia hora sozinha, com celular na mão, pra chegar a um lugar que eu não fazia ideia de como era. E como foi maravilhoso.



Em um dos vídeos famosos da Jout Jout, ela fala que a gente só consegue ser feliz com alguém quando somos felizes sozinhos. E é.

Não passei mais de meia hora na praia, mas o fato de seu ter tido a coragem de sair só, em um lugar que não conhecia, me deu aquela sensação de possuir o mundo e fazer nele o que eu quiser. E, ufa, como é bom que o mundo seja meu.




E sempre que me encontro só, me conheço mais. Vocês não? 


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